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Blog · 30 de agosto de 2022

Necrose de tecido e Oxigenoterapia Hiperbárica: como o tratamento ajuda após complicações estéticas

Equipe Oxy

A relação entre necrose de tecido e oxigenoterapia hiperbárica tem ganhado destaque devido ao aumento de complicações decorrentes de procedimentos estéticos. Entre os procedimentos mais comuns está o preenchimento com ácido hialurônico (AH), amplamente utilizado para correções faciais, rejuvenescimento e harmonização. Embora a técnica seja considerada segura quando realizada por profissionais habilitados, erros de aplicação podem provocar consequências graves, como a necrose tecidual.

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (IASP), somente em 2017 foram realizados cerca de 254 mil procedimentos estéticos com ácido hialurônico no Brasil. Apesar da popularidade e da percepção de simplicidade, o preenchimento facial requer conhecimento anatômico rigoroso para evitar acidentes vasculares, que podem comprometer o resultado estético e a saúde do paciente.

Como ocorre a necrose causada por ácido hialurônico?

A necrose é caracterizada pela morte de células ou de um grupo de tecidos. No caso dos procedimentos estéticos, ela surge principalmente pela interrupção do suprimento sanguíneo local. Quando o ácido hialurônico é aplicado de forma incorreta, ele pode:

  • comprimir vasos sanguíneos importantes

  • obstruir diretamente uma artéria

  • reduzir severamente a circulação local

Com a redução do fluxo sanguíneo, o tecido deixa de receber oxigênio e nutrientes, desencadeando a morte celular. Além da dor intensa, sinais como coloração alterada da pele, branqueamento, roxidão progressiva e perda de sensibilidade podem indicar necrose. Casos de grande repercussão na mídia, envolvendo influenciadores e modelos brasileiros, ilustram a importância de reconhecer rapidamente os sintomas e iniciar o tratamento adequado.

Necrose de tecido e Oxigenoterapia Hiperbárica: por que o tratamento é eficaz?

A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) é realizada dentro de uma câmara pressurizada onde o paciente respira 100% de oxigênio, atingindo pressões entre 2 e 3 vezes maiores que a pressão atmosférica ao nível do mar. Quando submetido a esse ambiente, o oxigênio atinge concentrações muito superiores às que conseguimos apenas pela respiração em ar ambiente.

Esse oxigênio altamente disponível é dissolvido no plasma sanguíneo e transportado pelos vasos até regiões com baixa perfusão, incluindo áreas em necrose. Com isso, a terapia proporciona:

  • aumento imediato da oxigenação celular

  • aceleração do metabolismo tecidual

  • estímulo à formação de novos vasos sanguíneos (neoangiogênese)

  • aumento da produção de colágeno e substrato cicatricial

  • redução da inflamação

  • controle de infecções locais

Em casos de necrose decorrente de preenchimento com ácido hialurônico, a OHB pode salvar tecidos em sofrimento, evitar deformidades permanentes e reduzir a necessidade de cirurgias reconstrutoras.

Atuação precoce faz diferença

Para maximizar os resultados, os primeiros sinais e sintomas devem ser reconhecidos e tratados rapidamente. Qualquer alteração de cor, dor anormal, branqueamento, diminuição da sensibilidade ou surgimento de lesão deve ser avaliada imediatamente por um médico. Quanto mais cedo o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica for iniciado, maior será a chance de preservar o tecido afetado.

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica; a indicação da oxigenoterapia hiperbárica é ato médico.

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